Dr. Renato PachecoNeuropediatria · CRM-MG 35728 · RQE 19897

Transtorno do Espectro Autista (TEA)

Um olhar atento e acolhedor para cada criança do espectro

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento que influencia a forma como a criança se comunica, interage com as pessoas e experimenta o mundo ao seu redor. Falamos em espectro justamente porque cada criança é única: há diferentes níveis de suporte e diferentes combinações de características.

Receber a suspeita de autismo costuma despertar muitas dúvidas e inseguranças na família. É importante saber que a investigação adequada e o início precoce das intervenções fazem grande diferença no desenvolvimento da criança — e que a família nunca precisa passar por esse caminho sozinha.

Sinais que merecem atenção

Bebês (até 18 meses)

  • Pouco contato visual ao interagir e mamar
  • Não responde quando é chamado pelo nome por volta dos 12 meses
  • Não aponta para mostrar interesse ou pedir algo
  • Pouco interesse em brincadeiras compartilhadas, como esconde-achou

Crianças pequenas (18 meses a 3 anos)

  • Atraso na fala ou perda de palavras que já falava
  • Brincadeiras repetitivas, como enfileirar objetos ou girar rodinhas
  • Movimentos repetitivos com as mãos ou o corpo (estereotipias)
  • Dificuldade em mudanças de rotina e reações intensas a sons e texturas

Idade escolar

  • Dificuldade para fazer e manter amizades
  • Interesses muito intensos e restritos por temas específicos
  • Linguagem muito formal ou dificuldade em entender ironias e piadas
  • Sobrecarga sensorial em ambientes agitados, como festas e recreio

A presença de um ou mais sinais não fecha um diagnóstico — indica que vale a pena conversar com um especialista.

Como é feita a avaliação

O diagnóstico do TEA é clínico: é feito pela observação da criança, pela escuta detalhada da família e pela aplicação de instrumentos padronizados, sempre à luz da experiência do especialista. Não existe um exame de sangue ou de imagem que, sozinho, confirme o autismo.

Na consulta, avaliamos o histórico de desenvolvimento desde a gestação, a comunicação, a interação social, o comportamento e o perfil sensorial da criança. Quando necessário, solicitamos exames complementares para investigar condições associadas e contamos com a avaliação integrada de outros profissionais, como fonoaudiólogos, psicólogos e terapeutas ocupacionais.

Como é o acompanhamento

Após o diagnóstico, construímos junto com a família um plano terapêutico individualizado, que pode envolver terapias baseadas em evidências, orientações à escola e, em situações específicas, tratamento medicamentoso de condições associadas, como alterações do sono ou irritabilidade intensa.

O acompanhamento é contínuo: a cada fase do desenvolvimento, reavaliamos as necessidades da criança e ajustamos o plano, sempre com o objetivo de que ela desenvolva todo o seu potencial, com qualidade de vida para ela e para a família.

Atendimento em todo o Brasil

Consultas presenciais em Conselheiro Lafaiete e Barbacena (MG) e teleconsulta para famílias de todo o país, nos casos indicados.

Perguntas frequentes sobre TEA

Qual a idade mínima para investigar autismo?

Não há idade mínima. Sinais de alerta podem ser observados antes mesmo dos 12 meses, e a investigação pode começar assim que a família ou o pediatra percebem algo diferente no desenvolvimento. Quanto mais cedo a avaliação, mais cedo as intervenções podem começar.

O diagnóstico de TEA precisa de exames?

O diagnóstico é clínico, feito por meio da avaliação especializada. Exames complementares podem ser solicitados para investigar condições associadas ou causas específicas, mas nenhum exame isolado confirma ou descarta o autismo.

Autismo tem cura?

O TEA não é uma doença, e sim uma condição do neurodesenvolvimento — por isso não falamos em cura. Com intervenções adequadas e iniciadas precocemente, a criança pode desenvolver habilidades de comunicação, interação e autonomia de forma muito significativa.

A avaliação de TEA pode ser feita por teleconsulta?

A teleconsulta é um excelente recurso para orientação inicial, análise de relatórios e acompanhamento, especialmente para famílias de outras cidades e estados. Em alguns casos, etapas presenciais podem ser recomendadas — isso é definido individualmente durante a avaliação.

O que devo levar para a primeira consulta?

Leve a caderneta da criança, relatórios da escola e de terapeutas (se houver), exames já realizados e, se possível, vídeos de comportamentos que chamaram a atenção da família no dia a dia.

Conteúdo informativo. Não substitui avaliação médica individualizada.

Agende uma avaliação especializada.

Atendimento presencial em Conselheiro Lafaiete e Barbacena, e por teleconsulta para todo o Brasil.