Algumas crianças inteligentes, curiosas e esforçadas enfrentam dificuldades desproporcionais para aprender a ler, escrever ou lidar com números. Quando isso acontece, pode haver um transtorno específico de aprendizagem — como a dislexia (leitura), a disortografia (escrita) ou a discalculia (matemática).
Esses transtornos não têm relação com preguiça ou falta de capacidade. Eles refletem formas diferentes de funcionamento do cérebro e, com o diagnóstico correto e as estratégias adequadas, a criança pode aprender e se desenvolver plenamente.
Sinais que merecem atenção
Na alfabetização
- Dificuldade persistente para reconhecer letras e seus sons
- Troca, omite ou inverte letras e sílabas ao ler e escrever
- Leitura muito lenta e cansativa para a idade
- Evita atividades de leitura e escrita
Na matemática
- Dificuldade para entender quantidades e o valor dos números
- Não memoriza fatos matemáticos simples, como somas básicas
- Confunde sinais e etapas na resolução de problemas
No comportamento
- Notas abaixo do esperado apesar do esforço
- Dor de barriga ou choro nos dias de escola e de prova
- Frases de desânimo, como “eu não sou inteligente”
- Queixas da escola de desatenção apenas em algumas matérias
A presença de um ou mais sinais não fecha um diagnóstico — indica que vale a pena conversar com um especialista.
Como é feita a avaliação
A investigação busca responder a uma pergunta central: por que esta criança não está aprendendo no ritmo esperado? Avaliamos visão, audição, atenção, linguagem, desenvolvimento global e o contexto emocional e pedagógico — porque dificuldades escolares podem ter muitas causas, e cada uma pede uma resposta diferente.
O diagnóstico dos transtornos específicos de aprendizagem é feito em conjunto com avaliação neuropsicológica e fonoaudiológica, que mapeiam com precisão as habilidades de leitura, escrita, matemática e as funções cognitivas da criança.
Como é o acompanhamento
Com o diagnóstico em mãos, elaboramos um plano que envolve terapias específicas (como fonoaudiologia e psicopedagogia), orientações objetivas para a escola — incluindo adaptações previstas em lei — e acompanhamento médico das condições associadas, como o TDAH, frequentemente presente.
O objetivo é que a criança recupere não apenas o desempenho, mas principalmente a confiança em si mesma e o prazer de aprender.
Atendimento em todo o Brasil
Consultas presenciais em Conselheiro Lafaiete e Barbacena (MG) e teleconsulta para famílias de todo o país, nos casos indicados.
Perguntas frequentes sobre Transtornos de Aprendizagem
Qual a diferença entre dificuldade escolar e transtorno de aprendizagem?
Dificuldade escolar é um termo amplo, que pode ter causas pedagógicas, emocionais, sensoriais ou médicas. O transtorno específico de aprendizagem é uma condição do neurodesenvolvimento, persistente, que afeta habilidades específicas como leitura, escrita ou matemática, apesar de inteligência e ensino adequados.
Com que idade é possível diagnosticar dislexia?
O diagnóstico formal geralmente é feito após o período inicial de alfabetização, por volta dos 7 ou 8 anos. Sinais de risco, porém, podem ser identificados antes, permitindo intervenção precoce mesmo sem o diagnóstico fechado.
A escola é obrigada a fazer adaptações?
Sim. A legislação brasileira garante às crianças com transtornos de aprendizagem e outras condições do neurodesenvolvimento o direito a adaptações razoáveis no processo de ensino e avaliação. O laudo médico e os relatórios das terapias orientam essas adaptações.
TDAH e dislexia podem acontecer juntos?
Sim, e é comum. Cerca de um terço das crianças com dislexia também apresenta TDAH. Por isso, a avaliação deve sempre considerar as duas possibilidades.
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Conteúdo informativo. Não substitui avaliação médica individualizada.